VAGABUNDA ALMA LISBOETA


Em cada enigmático e vil poeta
Nascem os ecos d’alma profeta
Também a desconhecida faceta
Daqueles que viveram na sarjeta

Entre tanta enrugada cara preta
E na penumbra da fala indiscreta
Cai na noite e amanhece lisboeta
A vagabunda alma bateu caçoleta

Exorcizamos o fado desse planeta
No fim do dia vivido como estafeta
A vida é corrida para cortar a meta

Cantamos e sorrimos dessa vida de treta
Dançamos e enlaçamos como alfa e beta
Vivemos par’ amar, cantar e beijar a teta.

By: Emílio Tavares Lima
Agosto de 2020 – Edinburgh – Scotland

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